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A fratura do metatarso ganhou projeção no fim de fevereiro, após lesão de Neymar no campeonato francês. Esse problema tão comum, principalmente em jogadores de futebol, já tirou de cena vários atletas. Conheça um pouco mais sobre essa fratura.

O que é?

Os ossos metatarsos compõem a região conhecida como o peito do pé. Esses cinco ossos longos, que se interligam por músculos, tendões e ligamentos, são responsáveis pela estabilidade do arco plantar que, por sua vez, é encarregado de dar sustentação ao peso do corpo. 

Os ossos do tarso (que compõem a parte superior dos pés) e as falanges (dedos) se articulam diretamente com os metatarsos. O primeiro metatarso é o mais importante e resistente. Por isso mesmo é o que menos sofre lesões. Em compensação a fratura do quinto metatarso, como destacado acima, é razoavelmente comum. 

Esse tipo de lesão pode ser classificado por gravidade, tendo como referência o local e o tamanho da fratura que acometeu o osso.

Quais as causas?

De forma geral a fratura do metatarso ocorre após traumas de alto impacto, causadas por contusões diretas. Existem três tipos comuns de fratura do quinto metatarso. São elas:

- Fraturas por avulsão: decorrentes de uma entorse de tornozelo, esse tipo de fratura ocorre quando um pedaço do osso é desprendido por um tendão ou ligamento.

- Fratura de Jones: é uma lesão mais difícil de ocorrer, devido à sua localização. Essa fratura ocorre em uma área específica do quinto metatarso, na qual a irrigação de sangue é bastante limitada. Geralmente nesses casos a recuperação do osso é mais demorada. Ela pode ser ocasionada por estresse ou por traumas. 

- Fratura por estresse: esse tipo de lesão foi a responsável por tirar Neymar de cena por dois meses. A fratura por estresse é mais comum em atletas e jovens. O paciente que sofre a lesão apresenta forte dor no pé, podendo apresentar inchaços na região acometida pela fratura. De forma geral o desconforto se localiza na base do quinto metatarso.

Qual o grupo de risco?

Qualquer pessoa está sujeita a sofrer uma eventual fratura do metatarso. Porém, o risco é potencializado quando o indivíduo pratica esportes regularmente. Não é por menos que jogadores de futebol e basquete são os mais acometidos por esse tipo de lesão. Dançarinos também estão no grupo de risco.

Além disso, devido à osteoporose, mulheres na menopausa também podem sofrer com fraturas do metatarso.

Sintomas

A dor no pé é o sintoma mais comum desse tipo de fratura. Geralmente o desconforto é tão grande que o paciente não consegue se apoiar no chão com o pé lesionado. A presença de edema no peito do pé também é um grande indício de fratura do metatarso.

Diagnóstico

O diagnóstico é determinado por meio de exames de imagem. O médico ortopedista será o especialista a indicar os procedimentos para identificação do problema. 

Normalmente é feito um levantamento para saber as causas do incidente responsável pela fratura, ou se a lesão está associada a algum tipo de condição prévia (osteoporose, por exemplo). O exame clínico aponta dor local e equimose ou edema da região.

A radiografia é bastante útil para averiguação da fratura. Por meio dela são levantados dados valiosos para o tratamento, como: tamanho da lesão, o tipo e o grau de comprometimento do metatarso.

Entretanto, alguns tipos de lesões não podem ser identificados de prontidão pela radiografia. É o caso das fraturas por estresse. Geralmente ela só é constatada depois de um mês após o incidente, ou identificada em um exame de ressonância magnética ou cintilografia óssea ( menos usado hoje atualmente).

Tratamento

O tratamento para cada caso será baseado no tipo de desvio dos fragmentos ósseos, e no respectivo comprometimento dos tecidos moles que envolvem o metatarso lesionado. 

A bota imobilizadora é quase sempre a melhor opção para fraturas que apresentam pouco ou nenhum desvio ósseo.

Já o tratamento cirúrgico é indicado para casos mais graves. Sobretudo para grandes desvios, como no caso de fraturas expostas. Como na fratura do quinto metatarso de Neymar, o procedimento cirúrgico visa a fixação e o alinhamento do osso. Para isso pode ser necessária a colocação de placas e/ou parafusos.

Responsável Técnico

Dr. Paulo Facciolla Kertzman
CRM: 57.367
Ortopedia e Traumatologia

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