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O que é?

A palavra displasia é usada para indicar um crescimento anormal dos tecidos; uma má-formação. No caso da displasia do desenvolvimento do quadril, essa alteração se dá na região do acetábulo, na pelve da criança. Antigamente, a patologia era conhecida apenas como luxação congênita do quadril, mas hoje se sabe que a displasia (a articulação formada ‘incorretamente’) ocorre durante o desenvolvimento do feto e pode estar associada a luxação da articulação.

Por acontecer durante o processo de desenvolvimento do feto, a displasia do desenvolvimento do quadril afeta bebês recém-nascidos e precisa ser diagnosticada o mais rápido possível para evitar problemas futuros em consequência da condição.

Fatores de Risco

Estima-se que um em cada mil recém-nascidos apresente displasia do desenvolvimento do quadril. Alguns fatores de risco devem ser observados desde a gestação para facilitar o diagnóstico dos casos:

- bebês do sexo feminino;

- raça branca;

- oligoidrâmnio (baixa produção do líquido amniótico);

- histórico de casos na família;

- apresentação pélvica do bebê (ou seja, quando ele permanece sentado na hora do parto);

- primiparidade (primeiro parto realizado pela mulher).

Além desses fatores citados, algumas outras condições também podem estar associadas à displasia do quadril e devem ser acompanhada de perto por um profissional de ortopedia pediátrica.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser realizado já no exame inicial do recém nascido, ainda no berçário. Essa avaliação costuma ser realizada em todas as crianças.

Os métodos para identificar a displasia do quadril consistem, essencialmente, na realização de duas manobras: a de Ortolani e a de Barlow. Os dois testes são rápidos e indolores. Em uma linguagem bem simples: o médico vai movimentar as pernas do bebê para avaliar se o quadril está instável (ou seja pode ser luxado).

Mesmo com testes negativos, todos os bebês do grupo de risco devem passar com o ortopedista infantil, devem ser reexaminados e serem submetidos a ultrassom. Este exame é que identifica a displasia sem luxação.

Tratamento

O tratamento para a displasia do desenvolvimento do quadril vai depender de alguns fatores. A idade da criança quando o diagnóstico é fechado, e o estágio da condição, são alguns dos pontos que devem ser levados em consideração na hora de iniciar o tratamento.

Em geral, o tratamento mais comum até os 3 primeiros meses de vida é feito com o suspensório de Pavlik. Ele consiste em uma órtese que mantém o bebê na posição adequada para a correção do quadril. É importante lembrar que esse tratamento é indolor para a criança, que deve ser acompanhada frequentemente pelo especialista em ortopedia pediátrica para se certificar de que a posição está correta e que há evolução do quadro.

Quando o diagnóstico ocorre em crianças mais velhas, as opções passam a ser mais invasivas com uso de aparelhos gessados até as cirurgias de tendões e ossos.

Diagnóstico precoce

Nos casos de displasia do desenvolvimento do quadril, o diagnóstico precoce é um dos maiores aliados. Lembre-se sempre de conversar com o médico para conferir se as manobras foram realizadas e se apresentam algum resultado positivo. Quando mais cedo a condição for diagnosticada, maiores são as chances de cura.

A displasia do quadril não apresenta sintomas visíveis ou dor, por isso é tão importante a realização das manobras para prevenir problemas futuros.

Responsável Técnico

Dr. Paulo Facciolla Kertzman
CRM: 57.367
Ortopedia e Traumatologia

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